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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

SUPRADESNIVEL DE ST EM AVR E VALOR PROGNÓTICO – RELATO DE CASO.

CRUZ R.A.P, OLIVEIRA I.L, BIRTCHE M.G , SOUZA J.C, DEPIERI E.R , SA P.P.M.D , ARAUJO, G.C
UNIFESP - Univers. Federal de São Paulo - São Paulo - SP - Brasil

INTRODUÇÃO

A Síndrome Coronariana Aguda (SCA) é responsável pela maior mortalidade dentre as doenças cardiovasculares. O eletrocardiograma (ECG) é recurso diagnóstico de baixo custo, reprodutível, em alguns casos é relacionado a prognostico desfavorável. Por exemplo o supra desnível do segmento ST na derivação aVR associado à elevação de ST em V1 ou infradesnívelamento em V5 prediz lesão grave em artérias coronárias e isquemia  extensa.

 

RELATO

Paciente de 86 anos, masculino, antecedentes de hiperplasia prostática, dislipidemia, hipertensão arterial e doença arterial obstrutiva periférica. Procurou pronto atendimento (PA) relatando sensação intermitente de queimação, plenitude gástrica, dor em face medial de membro superior esquerdo de início há15 dias com piora da intensidade dos sintomas, acompanhada de sudorese profusa e dispneia aos mínimos esforços. Ao exame físico, pálido, hipocorado, com estertores crepitantes bilaterais em bases pulmonares. ECG com Supradesnívelamento de ST em aVR, infra desnível de V4-V6 e Bloqueio de Ramo Direito (BRD). Troponina T ultrassensível positiva 177 – 311 – 401pg/ml (até 14 pg/ml). Realizado medidas clínicas para SCA, Cineangiocoronáriografia de emergência demonstrou DAC triarterial, destaque para a calcificação importante do tronco de coronária esquerda (TCE) com estenose ulcerada de 95% no corpo e artéria descendente anterior (ADA) com estenose de 90% no óstio e 95% em 1/3 médio. Realizado angioplastia primária com um stent farmacológico Orsiro 3,5 x 26 mm na estenose em ADA até TCE. Paciente evoluiu bem, sem intercorrências ou complicações até a alta.

 

DISCUSSÃO:

Estudos do fim da década de 1990 acrescentaram informações diagnósticas e prognósticas da elevação do segmento ST na derivação aVR concomitantemente a depressão do segmento ST na derivação V5 (ou supradesnível em V1). Tais achados inicialmente observados em testes de esforço (TE), em publicações recentes que combinaram avalição do ECG de repouso, TE, cintilografia e coronáriografia demonstram que na vigência de precordialgia estão fortemente associados com doença aterosclerótica grave de TCE, com sensibilidade de 84% e especificidade de 88%, tendo o valor preditivo positivo e negativo para lesão de tronco de coronária esquerda de 76% e 93%, respectivamente. O ECG com estas apresentações pode contribuir para o diagnóstico determinação prognósticas precoce.

 

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