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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

RARO SARCOMA INTRACARDÍACO INDIFERENCIADO COM METÁSTASES CEREBRAIS: RELATO DE CASO

Themissa Helena Voss, José Roberto Matos Souza, Daniel Sampaio Mello, Nestor Sales Martins
Universidade Estadual de Campinas - Campinas - SP - Brasil

Introdução e Caso clínico: Paciente 30 anos, atendido com dor abdominal e diarreia há 45 dias, associados a perda ponderal, astenia e anemia, evoluindo na semana anterior com dispneia progressiva, NYHA III, ortopneia e cefaléia. Sem antecedentes mórbidos, ao exame notava-se sopro holodiastólico em FM, congestão pulmonar e edema periférico. Avaliação metabólica e sorologias sem alterações, prosseguiu a investigação com TC de tórax e abdome, sendo identificada intussuscepção jejunojejunal, infartos esplênicos e renais. 

O ECOTT revelou imagem pediculada ecogênica com bordas irregulares e pontos de menor ecogenicidade, de alta mobilidade e 48x20x25mm, fixa no septo interatrial, protruindo através da valva mitral dentro do VE, causando fluxo mitral turbulento com gradiente de pico 30 e médio de 15mmHg, FEVE 56% e PSAP 31. A avaliação tomográfica do SNC comprovou imagens sugestivas de lesões expansivas em lobo frontal, compatíveis com metástases. 

Após o diagnóstico, submetido a cirurgia cardíaca com excisão de tumor endurecido, aderido ao teto do AE, folheto posterior da valva mitral e fossa oval, com troca valvar mitral por PB e reconstrução do SIA. Optado por ressecção das lesões intracranianas após rebaixamento do nível de consciência, evoluiu com instabilidade hemodinâmica no PO e óbito por disfunção de múltiplos sistemas. O diagnóstico final após imunohistoquímica foi de sarcoma indiferenciado de alto grau com metástase para parênquima cerebral. 

Tumores cardíacos são raros, sendo em sua absoluta maioria, benignos. Os angiossarcomas são os mais comuns dentre os malignos, com preferência pelo coração direito. A literatura conta principalmente com relatos ou séries de casos de tais tumores, com escassez ainda maior de casos metastáticos acometendo SNC, porém há consenso de que o melhor prognóstico ocorre em pacientes submetidos a excisão completa da massa e quimioterapia/ radioterapia adjuvantes, com sobrevida de 6-12 meses. 

Recorrência é alta mesmo em pacientes submetidos ao tratamento multimodalidade. O transplante cardíaco é uma opção nos tumores irresecáveis sem metástases, com ganho marginal de sobrevida. A capacidade de ressecção completa é maior no autotransplante cardíaco, com morbimortalidade favorável em casos complexos. 

Conclusão: A incidência de tumores malignos intracardíacos é baixa, tornando casos metastáticos anedóticos. O tratamento padrão ouro inclui ressecção completa, Qt e Rt, com autotransplante e transplante cardíaco representando condutas de exceção. 

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