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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

NECROSE DE GORDURA EPIPERICARDICA NO DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DA DOR TORACICA AGUDA, UM RELATO DE CASO.

Alexandre Cotrim Adas, Eddio Pedro Leveck Guimarães
HOSPITAL BENEFICÊNCIA PORTUGUESA - - SP - BRASIL

INTRODUÇÃO

A necrose da gordura epipericardica (NGE), se caracteriza por uma doença benigna, de caráter autolimitado e pouco conhecido de dor torácica aguda. Primeiramente descrita em 1957 através de estudo anatomopatológico e posteriormente pela da tomografia computadorizada de tórax (TCT). Há cerca de 57 relatos de literatura.

 

RELATO DECASO

 

Sexo masculino, 57 anos de idade, deu entrada no serviço de emergência com história de dorsalgia direita súbita, de fraca intensidade há 5 dias, que progrediu posteriormente para dor torácica difusa de forte intensidade em aperto, que irradiava para dorso, associado a dispneia aos pequenos esforços, sem piora as manobras respiratórias. Exame físico inalterado. ECG normal. Laboratorial normal. O raio x de tórax apresentava um borramento de seio cardiofrênico a direita. Paciente foi submetido então a uma TCT)com contraste iodado não iônico intravenoso, para exclusão de tromboembolismo pulmonar (TEP). O resultado do exame foi positivo para NGE. O paciente foi encaminhado a unidade de internação para controle de dor e reavaliação clínica. Recebeu alta hospitalar após quarto dia de internação com dor controlada com AINES e analgésicos. 

 

DISCUSSÃO

 

A NGE ganhando conhecimento clínico, principalmente de médicos radiologistas e daqueles que trabalham em serviço de urgência e emergência. É uma doença benigna. Inicia-se com quadro de dor torácica súbita em um hemitórax, preferencialmente o esquerdo, que se associa a dispneia e a dor do tipo ventilatória dependente. Não existe predileção por sexo ou idade, mas sabe-se que a grande maioria dos pacientes acometidos tinha como fator de risco o sobrepeso.

 

A fisiopatologia da doença ainda permanece uma incógnita. 

 

Por se tratar de uma causa de dor torácica aguda os principais diagnósticos diferencias devem ser com doenças potencialmente fatais.

 

O diagnóstico se dá pela TCT. Anteriormente era feito através de ressecção cirúrgica.

O tratamento é feito com AINES.

 

Pelo fato de a queixa de dor torácica ser a mais comum nos atendimentos de pronto socorros, e o diagnóstico diferencial com patologias importantes e potencialmente fatais deve ser feito, a NGE pode ser facilmente identificada por meio de métodos de imagem e pode evitar que o paciente seja submetido aos mais diversos procedimentos invasivos sem necessidade, sendo um importante diagnóstico de conhecimento de clínicos, emergêncistas e radiologistas.

 

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