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Gastos regionais com doenças cardiovasculares e neoplasias no Brasil e taxa de mortalidade: há uma correlação?

Karine Corcione Turke, Jean Henri Maselli Schoueri, João Fernando Monteiro Ferreira, Antonio Carlos Palandri Chagas
Faculdade de Medicina do ABC - Santo André - São Paulo - Brasil

Introdução: Neoplasias e doenças cardiovasculares (DCV) são muito prevalentes e constituem as principais causas de mortalidade na sociedade atual. A análise da correlação entre gastos regionais e mortalidade é uma das etapas principais para otimizar medidas de prevenção, tanto primária quanto secundária, e tratamento da população.

 

Objetivo: Correlacionar os gastos de cada região administrativa do Brasil com a respectiva taxa mortalidade por neoplasias e DCV, comparando a efetividade de alocação de recursos em ambas as áreas; comparar o número de óbitos e gastos entre as duas áreas.

 

Métodos: Os dados foram coletados na plataforma DATASUS entre 2008 e 2016. Dados referentes aos óbitos e gastos foram obtidos do Sistema de Informações Hospitalares, enquanto os dados de população residente foram obtidos através do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de mortalidade foi ajustada por faixa etária e estratificada para sexo, faixa-etária e região. Para avaliar a normalidade, foi realizado teste de Shapiro-Wilk e teste de Pearson ou Spearman para as correlações. Para comparar a quantidade de óbitos e gastos entre as duas áreas foi realizado teste de T.

 

Resultados: Foi observada uma forte correlação negativa (R=-0.937, p<0.001) entre os gastos com DCV e mortalidade geral. Ao analisar os subgrupos, houve correlação negativa significante entre os mesmos parâmetros em ambos os sexos analisados, em todas as regiões exceto nordeste e na maioria das faixas-etárias. Nas neoplasias, a correlação entre a mortalidade geral e gastos não foi significante (R=0.307, p=0.421). Na análise de subgrupos, a correlação foi forte, positiva e significante na região norte e nordeste e nas faixas-etárias de 75-79 e >80 anos. A correlação foi negativa, forte e significante nas faixas-etárias de 40-44, 45-49 e 50-54 anos. Foi observado que há mais gastos regionais com a cardiologia, porém maior mortalidade em relação às neoplasias (p<0.001).

 

Conclusão: Os resultados mostram que nos grupos onde há menor mortalidade, há maiores gastos nas DCV, evidenciando que existe um resultado positivo na redução de mortalidade na maioria das regiões que recebem maiores recursos. O mesmo ocorre em alguns grupos das neoplasias, mas menos em relação às DCV. Dessa forma, conclui-se que a efetividade de alocação de recursos na cardiologia, através dos dados analisados, é melhor em relação à oncologia.

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