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Hemangioma Cavernoso Cardíaco: o relato de um tumor raro

Almeida, MPC, Freitas, HC, Soto, JAT, Moreira, IS, Wamser, MN, El Andere, T, Correia, EB, Chaccur, P, Masciarelli, I, Filho, LFA
INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA - - SP - BRASIL

Os tumores cardíacos são raros e podem ser divididos em primários ou secundários de acordo com sua origem. O acometimento do coração por metástases de outros tumores é o cenário mais comum. Quanto aos tumores primários, em média 75% são benignos e 25% são malignos. A maioria dos pacientes é assintomática até o surgimento de alterações hemodinâmicas ou invasão de estruturas. As manifestações clínicas variam desde intolerância ao exercício, dispneia e dor torácica até síncope e morte súbita. A suspeita diagnóstica tem crescido graças aos avanços na ecocardiografia, mas o padrão ouro para a definição ainda é a biópsia. É importante destacar que os avanços tecnológicos em estudos tomográficos e de ressonância magnética têm contribuído para maior detalhamento das lesões e consequentemente para o diagnóstico diferencial. O tratamento pode ser conservador nos casos assintomáticos e descobertos incidentalmente ou cirúrgico nos casos sintomáticos. Este relato trata de uma paciente do sexo feminino, 53 anos, hipertensa, diabética e tabagista em investigação de dor torácica. Ela foi submetida inicialmente à cintilografia de perfusão miocárdica com dipiridamol que constatou hipocaptação em paredes anterior e septal. Diante disso, solicitou-se coronariografia, a qual evidenciou constrição no terço distal da artéria descendente anterior, associada à imagem radiopaca em topografia justa-cardíaca anterior, sugerindo compressão extrínseca. Um ecocardiograma transtorácico foi realizado e identificou imagem hiperecogênica de aspecto esponjoso e heterogêneo, bem delimitada e com halo hiperecóico, situando-se adjacente às paredes anterior e anterolateral do ventrículo esquerdo. O estudo com Doppler sugeriu fluxo em seu interior. A ressonância magnética do coração destacou câmaras cardíacas de dimensões preservadas, função biventricular dentro da normalidade, ausência de fibrose miocárdica e volumosa massa pericárdica. Após discussão do caso entre as equipes responsáveis e orientação da paciente sobre os resultados, indicou-se a ressecção da massa associada à biópsia. A paciente foi operada no dia 29 de janeiro de 2019, apresentando boa evolução pós operatória e obteve alta da terapia intensiva no 2º dia pós operatório em boas condições clínicas. O estudo de anatomia patológica da peça cirúrgica demonstrou Hemangioma Cavernoso Cardíaco. 

 

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