Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

ALTERAÇÕES ELETROCARDIOGRÁFICAS DA ONDA T E LESÃO CORONARIANA DE ALTO RISCO – RELATO DE CASO DE SÍNDROME DE WELLENS (SW)

CRUZ R.A.P, BITTENCOURT Y.C.R.B, SOUZA J.C, OLIVEIRA I.L, ANDRADE T.V.B, MAGALHÃES T.F.G , MACHADO F.C, DEPIERI E.R, SA P.P.M.D , FERREIRA M.D.C
UNIFESP - Univers. Federal de São Paulo - São Paulo - SP - Brasil

Introdução: Ondas T bifásicas ou profundamente invertidas em V2 e V3 representam alterações eletrocardiográficas características da SW. Merecem atenção pois estão relacionadas ao alto risco de morte súbita e infarto do miocárdio (IAM)

Caso Clínico: Paciente do sexo masculino, 36 anos, sem histórico prévio de doença arterial coronariana (DAC), sem história familiar de DAC, desconhecia outras comorbidades. Procurou atendimento médico em hospital público de referência em cardiologia, relatando que nos últimos 10 dias apresentou 03 episódios de dor torácica, retroesternal em aperto, de intensidade 10/10, iniciada ao repouso, irradiação para membro superior esquerdo, durando 50 minutos, sem relação com esforços, sem outras queixas associadas. Relata que realizou teste ergométrico no mesmo dia do atendimento, sem alterações sugestivas de isquemia. No momento da consulta já se encontrava assintomático. ECG evidenciou ondas T bifásicas (plus/minus) em V2 e V3, exames sequenciais sem dinâmica, curva de troponina negativa. Pelo padrão de SW foi solicitado cineangiocoronáriografia imediata, que diagnosticou placa ulcerada obstrutiva, com 80% de estenose da luz da Artéria Descendente Anterior (ADA) em seu 1/3 proximal, sem outras alterações coronarianas. Realizado angioplastia de ADA com sucesso. Evoluiu sem intercorrências durante internação, ecocardiograma transtorácico da alta com Fração de Ejeção Preservada sem déficits seguimentares.

Discussão: Pacientes que apresentam critérios eletrocardiográficos para SW têm grande chance de evoluir com IAM anterior extenso e morte súbita. Muitas vezes as alterações no ECG não são devidamente valorizadas, o que torna importante a disseminação do conhecimento dos critérios. São eles: ondas T bifásicas em V2-V3 (Tipo I – 24% dos casos) ou profundamente invertidas e simétricas nas mesmas derivações e eventualmente em V1-V4 ou V5 e V6 (Tipo II – 76%); marcadores de necrose cardíacas normais ou minimamente elevadas; segmento ST normal ou minimamente elevado (<1mm); progressão de ondas R em derivações precordiais; ausência de ondas Q patológicas; relato de dor anginosa. O padrão em ECG tem alta especificidade para o diagnóstico de doença aterosclerótica obstrutiva severa da ADA proximal confirgurando recurso diagnóstico de baixo custo, reprodutível, e relacionado a prognostico desfavorável.

Realização e Secretaria Executiva

SOCESP

Organização Científica

SD Eventos

Agência Web

Inteligência Web
SOCESP

40º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

20 a 22 de junho de 2019
Transamerica Expo Center | São Paulo - Brasil