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Ceramida plasmática: Novo biomarcador no infarto agudo do miocárdio

Débora L. M. Junqueira, Renan Andrey Pontes Cruz, José Renato Braro Arero, Michelle Gonçalves Birtche, Thales Felipe Gomes Magalhães, José Reynaldo Terán Guzmán, Edgar Rossi Depiere, Vinícius Magaton Lima, Leonardo Pinto de Carvalho
HOSPITAL DO CORAÇÃO - - SP - BRASIL, UNIFESP - Univers. Federal de São Paulo - São Paulo - SP - Brasil

Introdução: Até 10% dos pacientes hospitalizados por infarto agudo do miocárdio (IAM) terão outro episódio de IAM dentro de 12 meses após um evento inícial. Além do LDL-colesterol, estudos recentes vêm destacando o papel fisiológico de outras classes de lipídios na aterosclerose. O miocárdio pode produzir ceramidas em resposta à isquemia e reperfusão, levando a um aumento de ceramidas que ativam a autofagia mitocondrial e a apoptoseEmbora tenham sido observadas associações entre ceramidas e morte cardiovascular (CV), sua associação com IAM ainda não é totalmente esclarecida. 

Métodos: Estudo de coorte prospectivo em 337 pacientes infartados submetidos a tratamento invasivo em dois hospitais terciários de Cingapura entre 2011-2013 (coorte teste) para mensuração de ceramidas plasmáticas em amostras coletadas durante a angiografia (dia 1) e 24 h pós-angiografia (dia 2). Os resultados iniciais foram submetidos a revalidação externa em uma coorte independente de 119 pacientes infartados na Nova Zelândia (coorte de validação) no mesmo período.  A associação prognóstica das ceramidas com MACCE foi avaliada utilizando-se regressão logística pelo método de Cox. Para ajuste do modelo foram consideradas variáveis clínicas e laboratoriais de risco CV, incluindo-se o escore de risco GRACE. Curvas de K-M foram geradas ao final para cada ceramida, com o intuito de realizar a análise de sobrevivência entre os grupos de baixo e alto risco comparados pelo teste de log rank.

Resultados: Os níveis médios de triglicerídeos e colesterol de lipoproteína de baixa densidade não foram significativamente diferentes entre as duas coortes. Durante um acompanhamento médio de 12 meses, 26 dos 327 pacientes da coorte teste e 25 dos 119 pacientes da coorte validação tiveram seu primeiro evento MACCE, respectivamente, (p<0.05). O perfil de ceramidas identificou uma expressão plasmática de 12 ceramidas que previram MACCE de forma independente as variáveis clinicas e laboratoriais em 12 meses. Este achado inicial foi corroborado pela mesma análise realizada na coorte de validação aonde este conjunto prognóstico de 12 ceramidas foi também associado estatisticamente com risco de MACCE em 1 ano (p = 0,03875).

Conclusão: Ceramidas plasmáticas predizem MACCE após um evento inicial de infarto agudo do miocárdio em coortes etnicamente diversas. Nossos resultados corroboram a literatura mundial confirmando o valor prognóstico incremental das ceramidas plasmáticas no IAM aos biomarcadores atualmente disponíveis, o que pode sugerir sua incorporação a prática médica diária.  

 

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